

Casa Cubo
Projeto acadêmico desenvolvido na disciplina Projeto V da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a partir do desafio de organizar uma unidade habitacional compacta dentro de um volume rígido de 5 m x 5 m x 5 m.
A proposta investiga a síntese do morar em área reduzida, articulando programa, circulação, iluminação, ventilação, mobiliário e usos cotidianos em uma estrutura modular e racionalizada.
O projeto também considera a relação entre a unidade e sua implantação em conjunto, aproximando o exercício de questões ligadas à habitação, repetição modular, organização urbana e representação arquitetônica.


A Casa Cubo é pensada como parte de um conjunto habitacional, e não apenas como uma unidade isolada. A implantação organiza a repetição dos módulos no terreno, articulando circulação, topografia, acessos e relações entre os blocos.
A proposta amplia o exercício da habitação compacta para uma escala coletiva, em que cada unidade passa a compor um sistema de moradia, convivência e organização urbana.


A organização interna trabalha o aproveitamento vertical do volume, distribuindo os usos de forma compacta e funcional. Em vez de separar os ambientes por grandes divisões, o projeto articula níveis, mobiliário, circulação e aberturas para criar continuidade espacial dentro de uma área reduzida.
A proposta explora a relação entre permanência, deslocamento e iluminação natural, buscando transformar o limite dimensional do cubo em uma estrutura habitável, clara e eficiente.


Os cortes evidenciam a organização das unidades no terreno, mostrando a relação entre os blocos, os acessos, os desníveis e a estrutura geral da implantação.
A leitura em escala coletiva permite compreender como o módulo habitacional se repete, se adapta à topografia e compõe um sistema de moradia articulado por circulação, permanência e espaços de convivência.


A área comum entre os blocos funciona como extensão coletiva das unidades habitacionais, articulando circulação, permanência e encontros cotidianos. O vazio central organiza os percursos do conjunto, cria respiros entre os edifícios e favorece diferentes formas de uso compartilhado.
A proposta valoriza a relação entre moradia e espaço coletivo, aproximando as unidades de áreas abertas, acessíveis e integradas à vida comunitária.


A configuração do espaço interno busca conciliar compactação, funcionalidade e continuidade visual, organizando os usos de forma integrada e clara. A escada helicoidal assume papel central na composição, articulando os níveis e reforçando a leitura vertical do ambiente.
A materialidade e a entrada de luz contribuem para uma atmosfera sóbria e acolhedora, em que circulação, permanência e mobiliário se combinam para qualificar a experiência cotidiana da unidade.
