

Mercado Quintais de Perus
O Mercado Popular Quintais de Perus é um projeto acadêmico desenvolvido no Mackenzie, localizado em uma área ociosa vinculada à antiga Fábrica de Cimento de Perus, em São Paulo. A proposta parte da requalificação desse território histórico para criar um espaço de encontro, comércio e convivência comunitária, articulando memória urbana, sustentabilidade e economia local.
O projeto organiza pequenos módulos comerciais, áreas de alimentação, espaços para feiras, oficinas e permanência, formando um mercado aberto e integrado ao futuro parque da antiga fábrica. A implantação acompanha a topografia por meio de platôs e percursos, criando uma experiência mais próxima de quintais coletivos do que de um mercado convencional.
Com o uso de materiais como bambu, madeira de reflorestamento, estruturas recicladas e cobertura leve em ETFE, o projeto busca uma arquitetura acessível, flexível e ambientalmente responsável. Mais do que um equipamento comercial, o Mercado Quintais de Perus propõe um lugar de pertencimento, geração de renda e fortalecimento dos vínculos culturais e sociais do bairro.


A implantação organiza o projeto como um conjunto de pequenos núcleos de comércio, convivência e permanência, distribuídos de forma aberta pelo terreno. A proposta se afasta da lógica de um mercado fechado e cria uma ocupação mais livre, próxima à ideia de quintais compartilhados.
Os percursos conectam os módulos, decks, áreas de mesas e espaços ajardinados, permitindo diferentes formas de uso e apropriação. A vegetação ajuda a criar sombra, filtros e ambiências, reforçando o caráter público, cotidiano e comunitário do projeto.


A ocupação se organiza por pequenos volumes comerciais, áreas de estar, mesas externas, decks e percursos livres, criando uma dinâmica aberta e cotidiana. A disposição fragmentada permite que os usos aconteçam de forma mais espontânea, aproximando o comércio da convivência e transformando o espaço em um lugar de encontro.
A grande cobertura leve articula o conjunto e cria uma área protegida sem fechar a implantação. A vegetação aparece como parte ativa da experiência espacial, produzindo sombra, filtrando os ambientes e reforçando a ideia de um espaço público permeável, flexível e integrado ao bairro.


Os módulos em bambu funcionam como unidades leves, desmontáveis e de baixo impacto, adequadas à lógica aberta e flexível do projeto. A escolha do material aproxima a construção de uma linguagem mais natural e popular, ao mesmo tempo em que reduz a presença de elementos pesados ou permanentes no terreno.
A forma arredondada e o fechamento ripado reforçam a ideia de abrigo, sombra e acolhimento, criando pequenos espaços de comércio, atendimento ou permanência. Por serem peças independentes, esses módulos podem ser repetidos, deslocados ou adaptados conforme a necessidade dos usos, permitindo que o conjunto cresça ou se reorganize ao longo do tempo.




A cobertura leve cria uma área sombreada e protegida sem bloquear a relação com o céu, a vegetação e o entorno. Sua transparência mantém o espaço aberto e luminoso, enquanto a estrutura metálica organiza o vão e reforça a ideia de um abrigo coletivo, mais próximo de uma praça coberta do que de um edifício fechado.
As aberturas circulares preservam as árvores existentes e transformam a vegetação em parte central da experiência espacial. Ao redor, os módulos em bambu aparecem como unidades independentes de uso, compondo um ambiente flexível, permeável e apropriável para comércio, permanência e convivência.
